A Intel e a AMD estão com fogo no corpo – pena que a primeira esteja mais para um processo de imolação do que para inovações.

Menos de duas semanas depois de a AMD anunciar sua segunda fábrica, desta vez em em Nova York, a rival de longa data revelou um plano de corte de custos que pretende limar mil gerentes em todo o mundo e resposicionar executivos do alto escalão.

A justificativa é o que qualquer operário braçal sonharia escutar: com tanto cargo de chefia, a empresa não tem a comunicação necessária e se perde na burocracia. O velho “muito cacique para pouco índio” pegou a Intel.

O Brasil, evidente, nao ficou fora da dança. Mesmo que a Intel não quisesse se manifestar publicamente sobre o assunto, Ronaldo Miranda, executivo responsável pelo setor de redes WiMax da companhia, mandou seu e-mail de despedida poucos dias depois do anúncio mundial.

Fontes próximas à empresa afirmam ainda que outros cortes na filial nacional deverão acontecer até o meio do segundo semestre.

Em encontros com a mídia, executivos da Intel Brasil martelam tanto na tecla de que confiam nos planos do garoto Paul Otellini para reestrutar a Intel que as afirmações chegam a soar exageradas.

Enquanto as mudanças propostas por Otellini, que vendeu a divisão de chips móveis e atrasou o lançamento de novos processadores, não mostram efeito, a Intel vai perdendo a gordura.

No último trimestre, a queda de 57% no lucro da Intel, que chegou a US$ 885 milhões, junto ao aumento de 53% da AMD, que atingiu US$ 1,22 bilhão fez com que tudo o que a segunda fatura fosse maior do que apenas o lucro da primeira – algo inédito até então.

A tomada de espaço da AMD pode ser muito bem detida pelo lançamento dos novos chips de ambas as marcas, que começaram na última semana e devem pontuar todo o segundo semestre. Enquanto isto, a Intel reza para que não apareça por aí outro Opteron.

Hello world!

25 Julho 2006

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A motivação protestante que colocou muita empresa no topo parece ter sido substituída pela culpa cristã que força hoje as mesmas todas-poderosas companhias a usarem dos preços menores da tecnologias para planejas redes sem fio e computadores de baixo preço para países carentes.

Não bastasse a onda avassaladora do notebook de U$100 do Negroponte, que começa a ganhar uma moral gigatesca frente ao sucesos que tem feito suas primeiras apresentações, a Microsoft vai mostrando sua estratégia fragmentada de ação.

O computador pré-pago do Magazine Luiza, formulado em parceria com a Microsoft, ganhou companhia nesta semana de um projeto de inclusão digital na África (novo cercado de brincadeiras de Gates depois da sua aposentadoria), oferecendo computadores mais baratos com conexões mais baratas.

A novidade é ainda apenas na África do Sul e pode não ter tanto apelo assim graças à diferença econômica gigantesca entre o país e todos os outros da África Sub-Saariana, o que não deixa de ser louvável de qualquer forma.
A Intel firma o pé com seu ClassMate, mirando a falta de compatibilidade do laptop de Negroponte com aplicações externas, e anuncia iniciativas a rodo para inclusão digital – basta lembrar os PC blindado para o mercado indiano e os milhares de micros baratos vendidos para o Governo Mexicano.

A caridade parece estar entrando na moda.

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