o PIC dá seu tchau
30 Novembro 2006
O texto é velho (de novo), mas tá valendo (de novo).
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O show acabou e a AMD fechou a cortina bucolicamente na última semana para o Personal Internet Comunicator - nome pomposo demais pra um produto tecnicamente de menos.
O PIC já tinha sua morte anunciada desde maio por uma série de motivos - configuração falha, conectividade zero e falhas na promoção e no financiamento, como uma fonte dentro da própria FIC, responsável por produzir a marmita no Brasil, avisou.
Por mais que a rival Intel encha o peito pra dizer que “PC popular não pode frustrar o usuário” apenas pra tentar levar vantagem no XO, da OLPC, ela tem um ponto.
Concebido há dois anos, o PIC parecia uma idéia ótimo em aproximas micros pessoais com thin clients, com planos de financiamento para amenizar seu preço de 800 reais por um banco (te lembra o Computador do Milhão, por acaso?).
A aprovação da Lei do Bem e o samaritanismo que colocou projetos de inclusão digital nos planos de grandes fabricantes de TI quebraram o PIC, junto à falha de Ethernet, leitor de CD e conexão à web por outro provedor que não a Telefônica.
Com micros da CCE, Amazon, Positivo e tantas outras a 999 reais no varejo, pra que o PIC?
Só um P.S.. Em comunidado oficial, a AMD Brasil deixa a entender que o PIC foi um laboratório para futuros projetos de inclusão digital. Balela.
No balanço do terceiro trimestre fiscal enviado à SEC, a AMD-mãe deixa claro que o PIC não deu dinheiro. Simples assim.
Guilherme Felitti é jornalista e escreve profissionalmente no site
















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