a ilusão de não ter Stand Center
17 Abril 2007
No primeiro final de semana após o pedido de fechamento oficializado pelo Ministério Público Federal, o público no Stand Center continuou o padrão: intenso, tanto no sábado, quando passei na frente, quanto no domingo – informações de confiáveis.
Ou ninguém ouviu a história ou aproveitou para as compras finais. Para estes, a Justiça Federal acabou de acalmar com uma sobrevida do shopping de (maioria de produtos) ilegais da Avenida Paulista.
Nesta segunda (16/04), a juíza Silvia Figueiredo Marques da 26ª Vara Cível da Justiça Federal, em São Paulo, proferiu decisão derrubando o pedido do Ministério Público Federal.
O motivo? Sem provas concretas, não se pode punir todos os vendedores no centro de compras por um grupo (esmagador, vale dizer) que vende produtos contrabandeados, alega a CBN.
Por mais que, éticamente e juridicamente a decisão seja corretíssima, é quase evidente que a juíza Silvia Figueiredo Marques nunca colocou os pés no número 1.098 da Avenida Paulista.
Guilherme Felitti é jornalista e escreve profissionalmente no site
















17 Abril 2007 at 70747 pm
O curioso dessa história toda é o fato de o antigo PromoCenter da rua Augusta ter virado um posto da Receita Federal – tem até ajuda pra fazer o Imposto de Renda!
17 Abril 2007 at 90919 pm
Proibir não adianta. Sempre que surge uma proibição para qualquer coisa um mercado paralelo se forma.
Cobrar imposto gigante para importação ou para a indústria nacional também não ajudam em nada, só contribuem para o comércio ilegal.
Se isso existe (StandCenter e coisas parecidas) é culpa da política do governo, nada mais. Se os impostos sobre produção fossem mais amenos, se muita coisa mudasse talvez não haveria razão para arriscar-se a vender produto trazido ilegalmente para o Brasil. Mas como o $ compensa qualquer risco esse comércio continua existindo.