as segundas estranhezas de buenos aires
28 Agosto 2007
1 - O tango é um esporte nacional e resvala no bairrismo exagedaro. Durante a final do V Campeonato Mundial de Dança de Tango, o delírio era geral quando duplas da Capital Federal, como eles chamam Buenos Aires, entravam no palco. Quando o casal norte-americano subiu, ensaiou-se uma vaia. No final, ganhou uma das muitas duplas de Buenos Aires, pro orgasmo musical da platéia.
2 - Carros param antes da faixa quando há pedestres andando. Sério. Mesmo que o sinal esteja verde.
3 - Os cafés são caros por que acompanham água com gás, biscoitinhos e, em alguns casos, as famosas medialunas, numa demonstração explícita de barismo de qualquer boteco na cidade. Cervejas também são caras, com uma única exceção - por 8 pesos, compra-se uma long neck de Brahma ou Stella Artois ou um litro de Quilmes. Viva a Quilmes.
4- Aliás, argentinos não têm vergonha nenhuma em apontar. Ao sair do campeonato de tango, fui brindado com um dedo na cara de um senhor indicando ao garçom que queria a mesma Quilmes de litro que eu estava tomando. E uma senhora do lado não se fez de rogada para também pedir a mesma milanesa com purê que eu comia.
5 - No ranking porteño da freqüência, aparece em terceiro (alfajores em primeiro, cafés em segundo) as barraquinhas de flores na rua. Some-se ao bucolismo do frio, o exagero de cafés em lugares charmosos e aqueles prediões antigos bem iluminados no meio da noite pra entender (só um pouco) o romantismo de Buenos Aires.
6 - Metade dos taxistas argentinos já morou no Brasil. A outra metade tem uma condição que os impede de falar qualquer coisa depois que o passageiro se acomoda no banco de trás.
7 - De cada 10 argentinos que têm cachorros, uns 8 têm Goldens Retrievers, que povoam as praças correndo de um lado pro outro.
8 - Falando em pêlo, em quatro dias de Argentina, vi hoje o primeiro careca. Não há pessoas com pouco cabelo em Buenos Aires. E, quando há, não faltam olhares de repreensão - eu que o diga.
9 - Por fim, estamos na Europa da América do Sul, mas há casos constantes de filas furadas (no Campeonato de Tango foram duas na nossa cara), tias velhas que se arrastam pela rua quando você está com pressa e falta de habilidade de qualquer cristão para lifar com guarda-chuvas.
Guilherme Felitti é jornalista e escreve profissionalmente no site
















28 Agosto 2007 at 10151 am
estranho é saber que existe uma disneylândia religiosa ao lado de buenos aires, mas nenhum portenho vai confirmar a existência dela…
http://news.sawf.org/Entertainment/10270.aspx
28 Agosto 2007 at 20214 am
porra, não vai dar pra dar um pulo lá, o que não chega a ser uma pena, sinceramente.
28 Agosto 2007 at 40449 am
o Jô (quem mais poderia ser) já foi. disse que é uma experiência bizarra… e engraçadíssima
28 Agosto 2007 at 70734 am
Preciso discordar de um item. Os carros não param nunca, nem no verde para eles e muito menos no verde para os pedestres. Respeito ao pedestre inexiste e é necessário muita atenção para se atravessar, mesmo quando o pedestre verdinho acende.
29 Agosto 2007 at 70741 am
Desculpe mas ONDE vc viu caro parando ANTES da faixa no sinal VERDE? Ser turista é tao bm, a gente não sabe que o problema nacional por aqui é justamente que dirigem “para el orto”. Eu e todo mundo que mora aqui caga de medod e atravessara rua.
Salud!
29 Agosto 2007 at 70744 am
Ah, Golden tá na moda mesmo, há dois anos vc diria que era o labrador branco. E Europa é o cacete…
Isso aqui só não é a mãe do atraso pq o Atraso chegou atrasado.
30 Agosto 2007 at 30327 am
[...] além das botiques, Palermo também tem calçadas forradas por merdas caninas, provavelmente da legião de Goldens que a cidade tem. Andar pelo bairro é passear por um campo [...]
4 Setembro 2007 at 121234 am
este blog tem um certo talento em atrair extremistas… olha, ludmilla, talvez você esteja acostumada demais com BsAs e eu demais com São Paulo. é claro que eu não saí pela cidade andando a esmo, mas, nem de perto, me senti ameaçado atravessando a rua mesmo quando o sinal estava verde para carros - algo beeeeem diferentes de SP, mesmo que eu esteja errado em fazer isto.