o facebook resiste e queima lenha
26 Setembro 2007
Começaram novos boatos sobre a venda do Facebook. Não são os primeiros nem os segundos. A Microsoft vai pagar US$ 500 milhões pra ter 5% da rede social, o que, numa simples regra de três, coloca o valor comercial da rede perto dos US$ 10 bilhões (!!!).
(Uma pequena comparação. Achou muito? É apenas um terço do que a Exxon Mobile lucrou em 2006).
A cifra é nada menos do que dez vezes o avaliado em abril de 2006, num crescimento de valor de mercado de deixar qualquer um com seqüelas da bolha arrepiados.
Cogita-se que a estratégia da Microsoft é monetizar o conteúdo do Facebook com sua plataforma de publicidade, uma ContentAds potencializada pela compra da aQuantive, assim como a Microsoft já faz com o Digg e o Google vem fazendo com seu AdSense no MySpace, ex-queridinho das redes sociais.
E o Google? Diz o Wall Street Journal que o buscador também tem interesse em participação no Facebook o que, dada a conturbada compra da DoubleClick, que está sendo questionada pela Microsoft até agora, pode dar em briga entre ambas de novo.
A participação no Facebook resvala no temor do Google pelo crescimento da rede, segundo revela Michael Arrington, o que levará a dupla Brin e Page a anunciar uma rede social em novembro mais aberta que o Facebook, o que poderá deixar o Orkut ainda mais parecido com a rede pop.
São muitos os motivos para a explosão do Facebook, mas o mais evidente tem relação com um termo técnico chamado “crowdsourcing” - se você prefere ser entendido, basta dizer que o Facebook não apenas está colocando a comunidade pra trabalhar, mas como ela está gostando.
Após abrir seu API, o Facebook passou de sumo a esqueleto de rede social - com os códigos em mãos, o número de aplicativos externos explodiu e hoje a coisa mais legal do Facebook é caçar os que comparam seu gosto musical, países que esteve, conhecimento em internet e o escambau com seus amigos, num efeito “minha rede dentro de toda a rede”.
Nem um pouco bobo, o fundador Mark Zuckerberg anunciou o fbFund, fundo de US$ 10 mil para incentivar a criação dos aplicativos de terceiros.
Ironicamente, a maioria dos mashups feitos na rede hoje usam mapas do Google Maps graças à sua API, algo solenemente ignorado no Orkut, a rede social do Google solenemente ignorada lá fora.
Se não rolar uma aquisição atravessando a estratégia da Microsoft, APIs do Google (porquê o Yahoo também não libera a sua pro Mash, esta rede com potencial de fracasso?) para redes sociais.
Aliás, parece que é sina dos três abraçar redes de terceiros - nem Live Spaces nem Orkut nem 360 deram lá muito certo.
Guilherme Felitti é jornalista e escreve profissionalmente no site
















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