Na semana seguinte à oficialização da venda de XOs para norte-americanos durante um período de 2 semanas em novembro, o principal rival do laptop de 100 dólares (que só custa os 100 dólares no discurso de Negroponte) também caiu nas mãos de usuários finais, mas no Brasil.

De um lado, a XO Giving venderá dois notebooks por 400 dólares – um você receberá em casa até o Natal, outro será doado a países que não têm condição de bancar os portáteis de seus alunos, o que fez o Pogue abaixo se derreter neste teste. Prestes a fazer a licitação que decidirá a plataforma a ser usada, o Brasil não está na lista, confirmou a OLPC.

Do outro, a distribuidora CIASupri cita um contato na Flórida pra vender a interessados o ClassMate PC por 390 reais, cifra beeeem longe dos 400 dólares ou mil reais citados como preços sugeridos para o portátil, sem o aval da Intel, que criou e controla a distribuição do portátil.

Ignore o português sofrível – o preço é tão abaixo do divulgado pela Intel Brasil que fica difícil não farejar maracutaia na parada. Isto significa que você vai ter que ir pros Estados Unidos pra comprar honestamente um notebook educacional? Sim, se você correr.

A OLPC já disse que a venda é um teste e não pretende repetir a comercialização tão freqüentemente, já que envolve burocracias e dores de cabeça com entrega que a organização já disse não estar nem um pouco interessada.

classmate no cerrado

10 setembro 2007

Depois do Pilotos do Projeto UCA, outro blog sobre os testes do UCA na área: o colégio Dom Alano Marie, em Palmas (TO), criou um blog para ilustrar e contar as novidades sobre os testes com os ClassMate PCs, que começou há cerca de um mês.

Update: O blog Projeto UCA DF também traz fotos e relatos sobre os testes conduzidos com o Móbilis, da Encore, na escola Planalto, em Brasília.

classmate na prática

5 agosto 2007


Lembra que, após os testes, a Fundação Bradesco integraria o ClassMate PC, da Intel, em todas as séries do Ensino Básico a partir do segundo semestre?

As fotos acima são as primeiras oficiais da Intel (tiradas pelo Rigues em visita à fundação) com os alunos usando a plataforma educacional on the wild.

Você já tinha visto aqui as primeiras fotos de testes com o XO, da OLPC, em colégios da Nigéria e, posteriormente, em Porto Alegre.

Dado novo também é que a introdução da plataforma será em todas as unidades da Fundação Bradesco, não apenas na de Campinas – são cerca de 40 no total.

Além da Fundação, a Intel já teve reuniões com colégios como o Dante Alighieri para negociar a implementação dos notebooks educacionais em colégios particulares.

A primeira licitação para notebooks educacionais sai na primeira quinzena de setembro. Este blog mantém sua aposta no XO como o provável escolhido.

Jon MadDog Hall e seu “thin client as a service” para inclusão digital. Mais tarde, mais detalhes.

Update: Agora, merrrmo, Rodrigo. Entre um cochilo e outro pelo cansaço, Maddog mostrou o thin client baseado em serviço que a Linus International pretende distribuir pelo mundo.

Isto aí: distribuir. O aparelho é gratuito – um plano mensal oferece assistência técnica, backup remoto e acesso à internet para usuários.

O thin client é absurdamente pequeno (pouco mais de 10 centímetros de lado) e se apóia na “web as a service” para funcionar. A nota completa tá no Now!.

Diz Maddog que, com banda larga, você pode usar editores de texto e gráficos, softwares corporativos e outros programas normalmente no PC, que tem chip Geode, da AMD, 1 Gb de memória, HD de 40 GB, Ethernet, 4 USBs e acesso Wireless.

Ainda não há preço de plano pro Brasil. Quando tiver, eu aviso.

A improvável parceria entre Intel e OLPC, que vinham se estranhando desde a visita de Paul Otellini ao Brasil, em março de 2006, se concretizou, à revelia das expectativas de amantes, céticos e jornalistas que cobrem o assunto.

Não foi só a comunidade – este repórter, inclusive – que se surpreendeu.

Em entrevista com Élber Mazzaro, sempre articulado diretor de marketing da Intel Brasil, a conversa não fluia – havia uma evidente dificuldade em desenvolver o assunto sem cair nas frases de efeito, comportamento contrário ao padrão do executivo. Ele parecia confuso.

Até a sinceridade constante de David Cavallo, o manda-chuva da OLPC na América Latina, deu lugar a afirmações um tanto vagas e apenas uma certeza, também pontuada de dúvidas: no futuro, OLPC e Intel farão notebooks conjutos.

Ficou no ar a quantia que a Intel pagou à OLPC para entrar no conselho – todas as empresa sveiculadas à OLPC pagam, seja elas o Google, a AMD ou a Nortel. Fica sem resposta também – e principalmente – como será feita a integração de esforços.

Um notebook só? Ambas negam. Equivalência de configurações, inclusive com WiMax? Não descarte. Incentivos da Intel? Quem fica com medo disto é a AMD.

Nicholas Negroponte sempre afirmou que o setor era regido pelo “quanto mais melhor” e o próprio Governo Federal declara, quando perguntado sobre a licitação, que não será apenas uma carga de notebooks.

Quem pode perder? Pelo perigo de competir com a Intel, a AMD.

E, não, Nagano, eu não tenho nenhuma resposta mágica pra parceria.

A promessa tava feita, mas demorou. Finalmente, taí embaixo, na íntegra. Dúvidas, pedradas ou elogios, grita.

*

Não adianta: você bate o olho no ClassMate PC e te dá uma síndrome de Gulliver. A impressão não é falsa – o notebook educacional da Intel, revelado pelo todo-poderoso Paul Otellini em visita ao Brasil, não passa de um notebook convencional com dimensões diminuídas.

Uma mea-culpa: graças a Marfan, minhas mãos estão longes de serem pequenas. Mas lidar com um Windows, já formatado para telas mais amplas, num teclado onde sua unha (só sua unha!) resvala em 3 teclas por dígito é algo beeeeem desconfortável.

Mesmo. É inevitável não torcer o bico ao perceber que, numa provável pressa para competir com o notebook de 100 dólares de Nicholas Negroponte, a Intel usou o mesmo raio usado por Wayne Szalinski pra diminuir seus filhos e dos vizinhos em um notebook.

A pressa, entenda, afeta um pouco a usabilidade e isto está longe da militância. Mãe do projeto, a organização OLPC desenvolveu uma distribuição própria de Linux que tem, como principal mérito, seu sistema gráfico – as interfaces são grandes e os botões, fáceis de serem achados.

A ferramenta de restrição à internet, originalmente prevista para que professores bloqueiem conteúdo impróprio para alunos, torna a configuração da rede sem fio quase impossível. Um cabo Ethernet e a internet rola – 1ª constatação: o Chá fica apertado.

Num ímpeto meio suicida, resolvo escrever uma nota para o Now! no ClassMate. As frases saem fácil, mas os dedos não acompanham. As letras no bloco de notas se tornam quase pontos e aquele movimento de franzir os olhos se torna constante.

A constante correção irrita. Corrijo. Não acho os ícones no menu Iniciar. Franzo ainda mais os olhos. Tenho em mente que o ClassMate é infantil, para dedos três vezes menores que os meus. A nota acaba e vai pro ar. A paciência também.

As distribuições de Linux que estarão no ClassMate em testes nos colégios Don Alano, em Palmas (To), e Professora Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ), têm fortes semelhanças com o Windows – vide o Mandriva Linux 2007 ou o Metasys.

O ClassMate é mais pesado que o XO, mas é bem verdade que também mais rápido (900 Mhz contra 433 MHz) e tem o dobro de memória (2 GB contra 1 GB). Mas qualé o grande foco desta iniciativa em dar notebooks para as crianças: a potência ou o preço?

O preço inicial do XO é de 175 dólares. No Brasil, a CCE já trabalha com previsão de preço de 900  1.100 reais para cada ClassMate. Coloque mais um punhado de inovações, como rede Mesh e uma tela com brilho sensível a ambientes, e a simpatia do Governo na conta daquele e você tem sua equação.

Update: Este é um apanhado de impressões de um repórter que acompanha o desenrolar da novela de notebooks educacionais no Brasil e que está pouco interessado nos transistores usados na placa-mãe do ClassMate.

Se é este tipo de informação que você procura, vai na onda do geek-mor Mário Nagano, que destrinchou o notebook da Intel enquanto estava na PC World.

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As fotos acima são de testes conduzidos pela OLPC em um colégio nigeriano com 40 crianças.

A Intel já havia mostrado teste nos mesmos moldes com crianças nigerianas usando o ClassMate PC – o marketing da gigante fez até um vídeo, apresentado por Paul Otellini aqui em streaming (pule para o 64º minuto de apresentação).

No Brasil, já houve testes na Fundação Bradesco, mas a Intel não divulga imagens.

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Ainda por aqui, no mesmo mês em que o Governo havia prometido definir a plataforma escolhida, os testes nem chegaram a começar, excluindo na escola Estadual Luciana de Abreu (acima), em Porto Alegre, com coordenação da pedagoga multireconhecida Léa Fagundes.

Em São Paulo, o colégio Fundamental Ernani Silva Bruno recebeu seus 50 XOs nesta semana e deverá começar os testes na próxima. Nem os lotes da Intel nem da Encore chegaram ao Brasil.

Lá vem o Brasil descendo a ladeira.

Update: Além das fotos disponíveis no blog, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, cujo setor pedagógico é coordenado por Fagundes, publicou dois vídeos (abaixo) no YouTube sobre os primeiros dias das crianças gaúchas com 100 XOs.

Mesmo que simples, os vídeos demonstram o ambiente pedagógico com notebooks, ainda longe de ser amplamente implementado, de maneira prática e revela uma transparência louvável do Laboratório de Estudos Cognitivos.

Cowboy no páreo?

20 março 2007

A Assessoria Especial da Presidência e a própria Unesp negam, mas o MEC testou o notebook educacional Cowboy, nomeado de “Brasileirinho”, entre as opções que poderão chegar às escolas neste (neste?) ano.

A confirmação está na tabela técnica de comparação publicada pelo Piloto do Projeto UCA.

Não custa lembrar que, entre os quatro apresentados na tabela, o Cowboy é o único que não usa Linux – Eduardo Morgado já reafirmou que seu notebook funciona com Windows CE.

O Massachustes Institute of Technology já tinha colocado na internet material pedagógico baseado em seus cursos que serviriam como um e-learning sem qualquer acompanhamento profissional.

A coisa vai ainda mais longe. O instituto, que apresentou Nicholas Negroponte ao mundo na década de 60, colocará materiais de todos os seus 1,8 mil cursos no OpenCourseWare até o final do ano.

O site deverá acumular transcrições de palestras, apostilas, leituras obrigatórioas e até mesmo podcasts e webcasts com aulas de um dos institutos de tecnologia mais prestigiados do mundo.

Ao Information World Review, Anne Margulies, diretora-executiva do OpenCourseWare, afirmou que não havia como ganhar dinheiro com o conteúdo, por isto resolveu compartilhá-lo livremente.

Parada obrigatória para estudos que envolvam tecnologia.

George Bush já a caminho do Uruguai, cabe uma história que envolve tecnologia. Além da Meninos do Morumbi, o presidente norte-americano deveria visitar outra ONG em São Paulo.

Semanas antes da visita, decidiu-se pelo Comitê de Democratização da Informática (CDI), bolado e presidido por Rodrigo Baggio - o Instituto ETHOS também entrou na roda, mas não saiu.

Os contatos foram feitos e o encontro foi acordado verbalmente. O CDI, inclusive, já havia recepcionado Bill Clinton em sua histórica visita à Mangueira, em 1998, em que Jamelão o definiu “feliz como um pinto no lixo”.

Tudo indo bem, até que um grupo de mariners foi à comunidade de Paraisópolis, onde estaria o EIC em que Bush visitaria crianças.

“Imagina o que são 50 mariners numa comunidade onde se tem que chegar pianinho”, diz uma figura de dentro do CDI.

O incidente com os mariners, que começariam a organizar a estrutura para a visita do texano, causou uma espécie de incidente diplomático entre o Governo dos Estados Unidos e o CDI.

O CDI desistiu do encontro. Partiu de Baggio a iniciativa de cancelar o encontro.

A justificativa foi a falta de comunicação do setor de eventos do Governo dos EUA, mas há também um protesto pelas políticas externa e ambiental de Bush, nada condizentes com o que o CDI prega, diz a figura.

Seria um tanto pedante da minha parte escrever um “In your face, Bush”. Mas não dá pra evitar um certo orgulho patriótico. Pelo Baggio, vamos esclarecer.

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