o Creative Commons dá a resposta – atualizado

10 novembro 2006

Depois do presidente da IFPI desfazer malas para anunciar os 20 primeiros processos contra brasileiros e bater a porta na cara da Fundação Getúlio Vargas, que tinha se cadastrado pro evento, rolou nesta quinta o troco.

A faculdade de direito da FGV organizou o seminário “O Processo da Música” para debater novos modelos de distribuição de música, baseados, principalmente no Creative Commons, e expor artistas que usaram (e ousaram com sucesso) novos moldes.
Além do dotô Ronaldo Lemos e de figuras da música, como BNegão, Marcelo Camelo e Marcelo Yuka, a FGV convidou representantes da indústria de música, como executivos da ABPD, ADEPI e da Justiça nacional.

Se eles apareceram? Daqui a pouco o Chá Quente conta.

camelo_cc_FGV

Update: É claro que nenhum dos três executivos da indústria da música no Brasil (ADEPI, ABPD e, babe!, IFPI) apareceram no debate. Para o presidente da organização internacional homônimo do presidente Kennedy, a  FGV ofereceu até passagem e hospedagem. Nada.

A resposta dos três, orquestrada para que chegassem mais ou menos no mesmo horário à faculdade com textos similares, segundo palavras de Lemos, alegavam “compromissos assumidos anteriormente”, o que impediu até a presença de representantes.

Os “peões” que fazem o mercado de música digital brasileiro, por outro lado, compareceram em massa.

Além de músicos, como os já citados (inclusive o Camelo, que você vê palestrando aí em cima), produtores musicais (do renomado Chico Neves, que tem “O Bloco do Eu Sozinho” nas costas ao agitador underground Rodrigo Lariú) e diretores de lojas de músicas, como Felipe Llerena, estiveram por lá.

Supreendentemente, até o IDEC resolveu mordenizar seu escopo em proteger o consumidor e esteve lá declarando que o quanto DRMs podem te prejudicar.

O evento atraiu ainda mais atenção para a petição elaborado pela FGV contra a ação da IFPI no Brasil, que ultrapassa as 7,3 mil assinaturas em quase um mês.

Lemos diz que o documento será entregue para deputados selecionados na Câmara (um deles, partidário de causas que resvalam na internet, você conhece muito bem) para tentar dar ao Creative Commons algum respaldo legal.

Pelo jeito, com ou sem Kennedy em terras brasilis.

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One Response to “o Creative Commons dá a resposta – atualizado”


  1. […] 4th, 2007 Ronaldo Lemos, o mineiro por trás do Creative Commons no Brasil, foi indicado para a presidência do iCommons, grupo que desenvolve e incuba projetos mundiais que […]


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