5 perguntas para Mônica Ramos, fundadora e sócia da DeckDisc

23 novembro 2006

A DeckDisc baixou os preços de suas músicas digitais para R$ 0,99 até janeiro, em promoção semelhante à da Tratore.

Quantas músicas estão disponíveis por 0,99 real?
Temos, no total, 5 mil fonogramas. Mas só podemos fazer a promoção com cerca de 602 arquivos que foram registrados pela gravadora e editados pela editora, junto a um conjunto de 100 videoclips.

Estamos tentando abaixar o preço do download, mas não nada quando chega a 35 centavos, como a promoção da Tratore. Não estou criticando a gravadora, mas com 35 centavos não se paga nem direitos autorais. Podemos até pensar em dumping – artista novo topa o que quiser quando aparece.

Quando chegamos ao preço de 99 centavos, imaginamos que a pessoa faria o download de um CD da mesma maneira que gastasse 14 reais de grandes magazines (nota do Chá Quente: como as bacias de promoções das Lojas Americanas).

É este o caminho?
Acho que sim, mas ainda tem muitas coisas a serem feitas. O problema pro download ser legal é educação. Artista hoje com sucesso chega a 100 mil (cópias vendidas) com sufoco.

Até quando você pretendem manter o peço fora da promoção?
Brasileiros não pagam 1,99 real aqui por que o mercado ainda pede uma melhora. Outro agravante é o Brasil não ter cultura do cartão de crédito. A maior parte de quem faz download tem entre 14 a 28 anos. Não conheço ninguém com 18 anos que tem cartão de crédito. Uma solução seria comprar pelo celular, com débito em conta. Não pagou, não tem telefone.

Outro problema do preço é das gravadoras. A DeckDisc que ser a primeira a chegar Full Track, em que você baixa músicas tanto no celular como no PC, em acordo com com operadoras. Canções a 3 reais é um preço que a operadora tem condição de fazer. Hoje uma pessoa paga 6 reais por uma música no celular.

Por obrigações de direitos autorais, (o preço de 99 centavos por música) se manterá apenas até o fim da promoção (janeiro). 1,99 real é um preço justo.

Qualé sua projeção de aumento nas vendas?
Com o UOL, pretendemos vender 25 mil músicas por mês. Com isto, queremos aumentar em até 500% nossas vendas nos 3 meses.

As gravadora podem seguir o caminho da DeckDisck e da Tratore?
Poder, podem. Elas gastam tanto dinheiro com coisas desnecessárias. Veja o resultado maquiado da EMI, que perdeu 12 milhões de libras (por balanços alterados da filial brasileira). Eles deveriam investir em educação e penetração. Acreditamos nesta batalha. Queremos ser pioneiros em tudo – somos independentes.

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One Response to “5 perguntas para Mônica Ramos, fundadora e sócia da DeckDisc”


  1. […] A enrolação acima é pra dizer que, no sábado, comprei meu primeiro álbum digital pelo novo serviço de MP3 do Amazon, o AmazonMP3 – outras canções separadas já tinham sido levadas pra casa naquelas promoções da DeckDisc. […]


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