6 perguntas para Paulo Rosa, presidente da ABPD

21 dezembro 2006

Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira de Produtores de Discos (a RIAA brasileira), comenta os 20 primeiros processos contra usuários brasileiros de redes P2P.

Como vai se desenvolver ataques legais no Brasil?
A estratégia não é diferente da empregada em outros países. Agora, o problema do compartilhamento de arquivos no Brasil é muito grande (pra ser ignorado). O 1,1 bilhão de músicas baixadas no Brasil em 2005 representa quase 5% do mundo todo, o que coloca o país em evidência – é o 10º do mundo.

No mais, a dimensão do problema é contastada exatamente no momento em que o mercado de música online começa a decolar no Brasil. Já temos 12 lojas virtuais para compra – as mais recentes foram da Warner, UOL e Terra. A gente vê que este mercado começa a despertar interesse.

Existe também esforços das companhias locais para que as lojas oferecem o maximo de conteúdo e correspondam a anseios (dos usuários). O Brasil deicidiu se juntar à campanha por conseguirmos ver o problema do compartilhamento (ilegal no país).

Estes 20 primeiros processos serão isolados?
Não achamos que as 20 ações vão resolver o problema. Este projeto tem caráter permanente. Vamos acompanhar as próximas ondas da International Federation of Fonographic Industry (IFPI) com mais processos judiciais. (Fora a grana), é mais importante essa mensagem do medo que é mandadarepassada para os usuários.

Mas a maioria destas lojas (são 24 os parceiros de distribuição da plataforma iMúsica) está ligada ao iMúsica…
O fato de usar plataforma do iMúsica não significam que seja o iMúsica. Se você acessa a loja da Warner, você está na loja da Warner. No México, existem duas. No Brasil, temos 12 (de novo: só 3 são únicas).

A tendência é crescer ainda mais até ano que vem. A experiência de navegar nestas lojas e fazer a compra sem risco de vírus, spam e adware e tudo que estas pragas fazem é muito agradável.

Haverá algum tipo de iniciativa junto a estes sites de venda de música?
Estamos incentivamos a abertura de novas lojas, fazemos o possível para promover estes novos players e procuramos orientar (gravadoras) associadas (à ABPD) da necessidade de desenvolver o mercado legal de música na web no Brasil.

Desde a criação do Napster, a indústria brasileira de internet fez pouco com este fenômeno do compartilhamento de arquivos, preferindo se focar na pirataria física. O Brasil tem estes dois problemas, o que não é usual no mundo. É coisa da América Latina.

Como não tinha P2P brasileiro, nosso foco foi outro. Poderíamos ter entrado nesta onda de processos no ano passado, mas decidimos fazer uma pesquisa de mercado pra ver a exata dimensão.

(Combater) o Napster foi mais fácil por que tinha um servidor central. As (redes de compartilhamento) de 2ª geração são mais difícies, mesmo com derrotas do P2P na Suprema Corte dos EUA. Foi o caso do Grokster e do Kazza, que são exemplos retumbantes. Isto acontecerá com Limewire, SoulSeek e eDonkey.

Quanto será cobrado de cada acusado?
Seria leviano arriscar qualquer palpite na multa. Os processos estão correndo na Justiça. É difícil prever o cronograma da Justiça. Os grandes uploaders (alvos da operação) são usuários que fazem a rede P2P funcionar.

São eles que abrem suas músicas para a comunidade inteira, causando mais prejuízo na internet. Logo, serão os primeiros. Eles são as colunas do P2P no Brasil. Se não houvesse tanto material, a rede seria muito pequena em termos de conteúdo.

E após as 20 multas?
Pode ser que mudemos o padrão nos próximas ataques, dos major uploaders para os pequenos downloaders. Você não pode fazer online o que quiser, assim como na vida real. Contamos com 5 pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo monitorando usuários em sites e redes P2P no Brasil.

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One Response to “6 perguntas para Paulo Rosa, presidente da ABPD”


  1. “Oscar Clarke, o bonachão presidente da Intel no Brasil, paradiando à exaustão o mantra repetido por Nicholas Negroponte sobre o XO”

    Perfeito…


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