a The Economist e o iPod dos livros (ou literatura 1.5)

4 abril 2007

A The Economist da semana passada trouxe uma ótima matéria sobre a suposta mudança que os leitores deverão experimentar na (atualmente) simples ação de ler com a digitalização de livros em curso – hoje, liderada pelo Google e seu Books.

A notícia vai ao ponto que você está pensando.

There is an obvious analogy between what Apple’s iPods have done to CD players and what electronic books may do to the printed page, but the shift is unlikely to be quite so comprehensive. The simplest difference is that transferring one’s old music CDs onto iPods is easy, whereas transferring one’s old books onto an e-book is impossible.

Num mercado com potencialmente 10 milhões de livros digitalizados só pelo Google (contas da publicação), onde está o iPod dos livros? Seria caso não só de dizer que a Sony saiu na frente com seu Reader, mas que foi a única a largar.

O aparelho, semelhante a um smartphone, recebeu elogios do crítico da revista Weekly Standard, David Skinner, pela presença do papel eletrônico, que dá o mesmo contraste ao e-livro que as encadernações de papel – esta sempre foi a principal dificuldade de quem se arriscou no setor.

Em seu blog, de onde o link de Skinner foi retirado, Pedro Dória discorre sobre o impacto do iPod na sua vida e remete a um fetiche com sua prateleira de livros crivada de lombadas coloridas.

Encarar o Reader como ameaça às sempre belas prateleiras de livros (Guilherme book freak) é como imaginar que vinis e CDs seriam dizimados com o iPod – colecionadores sempre terão seu espaço.

A transição para o e-livro, porém, deverá demorar ainda mais que a música digital, a começar pela escassez digital da literatura – a Web 2.0 tem tantos exemplos com música, mas alguém conhece algum com livros?

O Reader também não tem concorrentes e, além de caro (350 dólares!), ainda não conta com uma plataforma de venda poderosa o suficiente para alavancar a leitura de livros em formato proprietário, como o iTunes.

Se quiser, o Google pode ajudar bastante a forçar uma mudança rápida no setor. De novo (anúncios online, anyone?), pode depender da empresa de Page e Brin transformar algo ignorado num setor milionário.

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2 Responses to “a The Economist e o iPod dos livros (ou literatura 1.5)”

  1. b.m. Says:

    Concordo com o Pedro Dória. O fetiche dos livros o novo modo de leitura não consegue tirar. Mas, ao contrário dele, penso que isso será logo esquecido. Assim como as capas mais detalhadas foram deixadas pra trás na transição de lp para cd, e tudo do cd foi abandonado apenas pela música. Agora tudo também será jogado fora, e só restará o livro. Quanto tempo pra isso? Uns cinco anos. Quando tempo demorou pros mp3 se alastrarem?


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