o lado b das 8 dicas de banda larga

28 outubro 2007

Vou tentar falar isto da maneira mais objetiva possível.

Pra publicar a matéria sobre 8 dúvidas básicas na hora de contratar uma banda larga, me perdi entre contratos de prestação de serviço, (muitas) informações conflitantes dadas pelos diversos lados interessados na histórias e (alguns) toque precisos de quem conhece o setor.

A pauta surgiu pra explica pra quem não entende direito a proibição da exigência de provedor para Speedy que rolou em setembro e acabou descambando também para outras dúvidas, tipo teto de download, traffic shapping e garantia de velocidade.

Entre contextualizações históricas e um blá-blá-blá jurídico que não ajuda nada quem não passou cinco anos estudando leis (como eu), a decisão judicial proferida pelo juiz Marcelo Zandavali traz um parece bem claro quanto à exigência técnica de provedores, transcrita abaixo.

decisao_justica_speedy

(Clique na imagem para baixar o PDF de 53 páginas com a decisão final)

Teoricamente, provedores deveriam comprar links de operadoras de telefonia para oferecer a seus clientes conexões de internet- era assim que funcionava o dial-up. O cenário mudou com a banda larga, quando operadoras como a Telefônica ofereciam (e ainda o fazem) planos diretamente pro usuário.

Porque pagar pelo provedor, que oferece apenas uma autenticação classificada como desnecessária pela Justiça? Os defensores alegam os tais serviços agregados (email, principalmente) e a proximidade do usuário, como me alertou o presidente da Abranet.

Entenda o cúmulo da carência: você paga um serviço que não precisa só pela “proximidade” que o provedor tem com você. E isto é uma piada, sim, sobre uma afirmação que beira o absurdo.

Não é difícil entender a explosão de raiva que presenciei durante a entrevista com o presidente do Abusar quando o assunto Speedy veio à tona – no papel de repórter, é preciso filtrar o que é ataque puro de possíveis argumentos que o sustente.

Eles vieram, mas não pela organização que dá ótimas dicas para quem se sente prejudicado (e não são poucos) pelas operadoras brasileiras, também campeãs em ignorar solenemente usuários.

Anos de brigas passados, quem defende a necessidade de provedor não conseguiu ainda dar um argumento tão conciso e analítico como aquele acima do juiz Zandavali.

net_provedor

Do lado da Net, uma observação também. Lá no contrato do seu Virtua (full disclosure: eu sou um usuário Virtua sem maiores reclamações), a cláusula 35 aponta que a contratação de um provedor é obrigatória.

A Net diz que já oferece um de graça, mas (leia meus lábios) isto deverá trazer problemas futuros também à empresa de TV a cabo.

Por enquanto, preocupe-se em ler alguns tutorais por aí para suprimir o suposto traffic shapping que a Net classifica como “falácia” e jura de pés juntos que não faz – se não faz, não ficará chateada pelos tutorais, né?

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