Os dois viveram vivas em paralelo durante alguns meses, mas a mamata chegou ao fim.

Mesmo que o PageRank ainda seja um pouco menor (5 do felitti.wordpress.com contra 3 do chaquente.com), o Chá Quente oficial vai pro seu domínio próprio.

Por isto, trate de mudar suas referências (por favor, evidentemente) e seus RSSs, que este aqui, durante as próximas semanas, será abandonado.

Quero fazer uma pergunta pra você.No seu “The Search”, John Battele conta o exemplo de um experimento (cadê a fonte, Guilherme?) em que nova-iorquinos eram deixados em um ponto aleatório da cidade no começo da manhã e deveriam encontrar um total desconhecido durante o dia.

Não há nenhuma informação sobre o desconhecido que possa indicar um lugar provável de encontro. Ainda assim, contra milhares de possibilidade numa cidade como Nova York, a pesquisa indicou um alto índice de pessoas que escolhiam o mesmo lugar: o balcão de informações da Grand Central Station, a estação central da cidade.

Pra tentar reproduzir, em menor escala, este experimento de consciência coletiva em São Paulo (mal aí, leitores do resto do Brasil), minha pergunta é simples: se o mesmo acontecesse em São Paulo, onde você iria pra se encontrar com o desconhecido?

Só um toque: clique aqui e tente não prestar atenção nos comentários anteriores – você pode não acreditar, mas a “cascata de informações” definida por James Surowiecki em seu ótimo “The wisdom of the crowds” tem uma influência poderosa na opinião.

Este post é original do Chaquente.com. Mude suas referências e seu RSS que o banquete agora vai ser por lá. 

myspace_brasil

O MySpace Brasil não só oficializa nesta semana sua operação nacional – adiantada lá atrás – como também revela qualé o primeiro show do MySpace Secret Shows Brasil que rola ainda em dezembro – dia 19.

No Twitter, Flávia Durante cogita Pitty baseado no editor de comunidade do MySpace Brasil, Luiz César Pimentel, ex-editor da revista Zero e chefe da cumadre Adriana Terra, mas a comunidade oficial do serviço tem vídeos de Cordel do Fogo Encantado, Ultramen, Karnak (!) e Monjolo. Pistas?

Lá fora, o MySpace já levou Killers, Yeah Yeah Yeahs, Jet e Primal Scream pra sua comunidade. Vejamos por aqui.

Falta ainda confirmar (veja no Now! esta semana), mas a iniciativa indica bem claramente o apelo musical que o MySpace Brasil terá em seus primeiros meses no país pra fazer cosquinhas no Orkut.

Update: Nem Pitty nem Karnak. Passarinho me assopra que, no documento enviado às assessorias pedindo propostas, o MySpace Brasil confirmou show do NXZero como primeiro show oficial no Brasil. Pode mudar, mas é um belo indicativo.

troll de carteira assinada

6 dezembro 2007

trolls

Blogueiros e jornalistas de tecnologia que se aventuram em não admitir que o Linux é o melhor de todos, a Microsoft só chupinha a Apple e é Stallman no chão e deus lá em cima já sentiram o gosto amargo de ter o gracejo de um troll com palavras de conforto e incentivo.

Trolls do Brasil, que tal ganhar uma grana fazendo o que melhor sabem – ofender sem muito critério ou espaço para argumentação. Em homenagem à pior raça da blogosfera, o Mashable (bota o RSS entre os favoritos) fez seu concurso Deck The Trolls.

A cada semana, os comentários mais ofensivos, sarcásticos, infundados ou desobjetivados ganharão 100 dólares pra gastar no iTunes Music Store. Se cumprir determinadas obrigações, como criar uma ofensa com a palavra “peru” no meio, ganha mais.

Como a ironia é mãe de toda atividade humana, ganhei acesso ao SandBox, caixa de areia onde o novo Orkut está sendo construído e testado pela comunidade de desenvolvedores, um dia depois de fechar a matéria sobre o novo Orkut no Brasil.

O SandBox é o mesmo Orkut de sempre com a possibilidade de incluir widgets no seu perfil. O que era apenas um bloco com todas suas informações pessoais vira apenas mais um num apanhado que você mesmo pode montar – fotos do álbum e vídeos também viraram blocos e são reproduzidos na capa do perfil.

Entre serviços conhecidos já disponíveis no diretório público do OpenSocial, estão o Flickr, o Twitter (ainda beeem básico, só com os seus posts) e o Meebo, todos adicionados nestas imagens que você vê. O Flickr é bem decente, o Twitter de tão básico reproduz só seus posts e o Meebo ainda não testei por preocupações com segurança.

De brasileiro, você já encontra lá Globo.com, iG e O Globo. Se o IDG vai entrar nesta? Sim. Como demonstra o indiano Martin Selva, criar aplicações simples para o OpenSocial não é exige linhas e linhas de código.

Você escolhe o XML do gadget que quiser, cadastra no botão “aplicativos” e, conforme a ordem em que são cadastrados, eles vão se empilhando no seu perfil entre seus dados pessoais e suas fotos.orkut_sandbox_gui

A total falta de customização, baseada apenas na ordem, irrita, mas é improvável que o Google não mude isto para um sistema mais parecido com o Facebook, onde os blocos se encaixam à coluna que você quer, até o lançamento oficial.

Se você quer tentar participar, não encha este post de comentários me pedindo - eu não posso fazer nada por você no SandBox. Preencha o simples cadastro no site do OpenSocial e espere a resposta. Como ainda é fechado, apenas os cadastrados podem modelar e ver os perfis customizados de outros cadastrados.

O pedido de quebra de sigilo pedido por Rosana Hermann contra o stalker responsável por comentários racistas, antisemitas e homofóbicos em seu Querido Leitor foi aceito pela Justiça. Teoricamente, a Telemar Norte (provedora por onde o stalker se conectou à internet) tem que entregar seu IP até hoje.

Rosana diz que deve demorar mais, mas, na conversa que tive com ela para a nota do Now!, disse que a Telemar Norte soube do caso antes do aviso legal e que já havia separado os dados.

Este blog apóia o processo tocado por Rosana e espera que ela vá até o fim desta vez. A internet não só precisa de regulamentação – precisa de alguém que faça cumprir a lei válida pro mundo de átomos ou bits.

creativecommons5
O Creative Commons fez 5 anos. Desde 2002, a licença originada pela cultura do “copia-cola” que dá arrepios na Escola de Frankfurt já teve CD mixável com artistas fodões (Beastie Boys, hã?), rede de TV alemã e agência governamental de notícias do Brasil adotando a licença para conteúdo e

Mais que tudo, o Creative Commons deu via (e vem promovendo) uma nova postura de autoria em que as moedas podem não chegar ao bolso, já que vale mesmo a atribuição, a divulgação do nome do responsável pelo trabalho – veja as licenças aplicadas na comunidade Flickr, por exemplo.

No ano passado, Ronaldo Lemos disse que havia a pretensão de criar uma nova licença dentro do Creative Commons para uso comercial – vendendo conteúdo que pode ser remixado e divulgado sem limites – numa extensão do que serviços como o Jamendo já fazem hoje. Não havia, porém, definições do iCommons quanto a isto. É uma boa perguntar.

Pra entender melhor o assunto, assista a palestra que o Lawrence Lessig deu no TED ou leia o artigo do Cory Doctorow  da Locus Magazine.

a internet, esta balzaca

27 novembro 2007

internet
A internet, ou o conjunto de redes interconectadas que serviu como base para a web atual, completou 30 anos na semana passada – mais precisamente, no dia 22 de novembro.

Foi o dia em que a governamental ARPANet, pedra fundamental no desenvolvimento da internet, se conectou com a SATNET e a PRNET para trocar mensagens eletrônicas entre Londres e São Francisco.

Há divergências: a Universidade da Califórnia alega ter feito a primeira troca de pacotes pela rede ARPANet em 29 de outubro de 1969, o que confereria à internet 38 anos – até comemoração com Bob Kahn e Vint Cerf rolou.

O que a UCLA não fala é que só oito anos depois, em 77, a conexão da ARPANet foi feita entre três diferentes pontos que usavam plataformas diferentes para trocar informações, um dos pilares da internet comercial atual.

[a idéia da imagem veio do ContraFactos]

songza, a música on-demand

27 novembro 2007

songza
Novo vício musical online: Songza. No mesmo estilo do HypeM (mas sem estas funções de rede social ganhas depois da reformulação), com uma ótima vantagem: ao invés de listar os vídeos do YouTube, o Songza extrai e toca apenas o áudio.

A variedade de músicas é enorme e o player carrega rapidinho – suspeito inclusive que os caras usam o mesmo índex do HypeM, dada a semelhança entre canções. Tá no bookmark recente já.

Durante a matéria sobre o potencial novo papel das redes sociais com a entrada no estilo pé na porta do OpenSocial, a conversa com Luli Radfahrer descambou para a dominação do Orkut entre os brasileiros. Com o fator cascata que os widgets no Orkut devem chegar quando a massa crítica perceber qualé a dos programinhas, houve um consenso sobre o potencial do Orkut afastar qualquer potencial perigos de MySpace e Facebook.

Mas de onde viria uma força suficiente pra desbancar o Orkut? Da TV. Na surdina, a Globo está tentando levar seu apelo para a internet exigindo que interessados em participar do Big Brother Brasil 8 se inscreva no serviço de fotolog 8P, criando um ambiente em que milhares de potenciais “big brothers” interajam entre si numa rede que não o Orkut – por mais que interaja com a rede do Google.

E vai passar? “Teria que construir uma coisa muito maior. Acho que grandes empresas de mídia de massa ainda não entenderam isto direito. Se um grande programa resolve fazer uma rede social e ganhar sua musculatura, ele pode roubar usuários do Orkut”.

Luli é direto (e este blog assina embaixo): enquanto nenhum canal de TV conseguir fazer uma ação decente, que use redes sociais atreladas à grande mídia, o Orkut vai remar sozinho no mercado social.

A experiência acumulada pelos brasileiros pelo envolvimento com o Orkut é mais que motivo para que o Google leve alguns power users para Índia e China pra tentar replicar o modelo da rede em países pobres com crescente acesso em banda larga – vale lembrar que, além do Brasil, o Orkut faz sucesso só na Índia e no Paraguai.

“Só que parece que nem pessoal do Google sabe o que deu certo”. Luli tem mezzo-razão. Em entrevista com Nélson Mattos, o VP de engenharia do Google na Europa, o diretor de comunicação do buscador no Brasil Félix Ximenes – que já tinha explicado a confusão dos probloggers para este Chá – arriscou um palpite sobre a popularidade.

A razão primordial? Engenheiros. Quando o Orkut começou a fazer sucesso entre eles, ilhas de acesso do Google começaram a se destacar no mapa mundial de acesso. A primeira cidade brasileira foi Porto Alegre o que levou outras cidades, como São Paulo e Rio, a arregimentar mais usuários, numa espécie de disputa.

Evidentemente, a razão total não contempla só uma corrida pelo ouro entre engenheiros. Mais que encontrar razões, porém, o Google deve estar preocupado em levar o OpenSocial pra mesma massa que abraçou o Orkut e hoje o usa como uma Maizena ou uma Gillette da vida – com ou sem um canal de TV pra atrapalhar.

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