como nasce a notícia

23 novembro 2007

Ralphe Manzoni, chefe deste blogueiro, pediu dados relativos ao acesso de brasileiros às redes sociais para o IBOPE//NetRating como forma de repercurtir o avanço do Facebook às vésperas do investimento da Microsoft.

O IBOPE liberou. Orkut em primeiro, com 68% de penetração entre usuários, seguido por MySpace, com 3%, e Via6, com 2%. Os dados foram ao ar originalmente no dia 19 de outubro.

Onze dias depois, a empresa responsável pela assessoria de imprensa do Via6 reciclou os dados no formato de release, afirmando a Vi6 é a terceira rede social mais acessada entre internautas brasileiros.

No mesmo dia, as informações viraram notícia.

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O que é web semântica?
O Tim é melhor que eu para isto. O que ele está atrás é a habilidade de lidar com conteúdo de maneira que se chegue ao significado, e não à sintaxe. Hoje, quando fazemos buscas usamos palavras e indexamos todas as páginas a partir de palavras. Mas não sabemos o que a palavra significa, apenas que ela está nesta página.

Pode ser que você tente encontrar informações cujo significa seja expressado pelas palavras assim como por outros conteúdo. o problema é como encontrar toda informação na rede cujo significado é expressado por outros conteúdos.

A idéia de Tim é integrar o sentido ao texto da rede, na definição literal de busca semântica. Um estagiário do Google um dia me falou que hoje pessoas navegam por documentos. Queremos navegar por respostas, que são as respostas das perguntas.

Nos 60, pensaram que discurso seria entendido por uma espécie de dicionário automático no PC. Quarenta anos depois temos certa habilidade para entendimento de discurso mas para situações determinadas. Saber o número de um vôo algo muito mais fácil do que a filosofia por trás de Marcel Proust.

autoramas e wado livres

19 novembro 2007

autoramas_mascara
Preferidos aqui da casa, os Autoramas colocaram (quase) toda sua discografia pra download gratuito lá no TramaVirtual. Aproveita que os dois primeiros discos são difíceis bagarai de achar.

Na mesma onda do Cidadão Instigado, outro que botou seus CDs pra download foi o Wado – ao invés do blog pessoal, os links pros 3 álbuns estão no site oficial da banda. Valem, os três.

Tô falando, tô falando…

Aliás, Brasil já tem country manager. Mas o Last.FM tá procurando também manager pra Japão, Turquia e Reino Unido.

Update: galera, a história do Last.FM no Brasil já saiu no Now! em outubro. Isto aí é apenas desdobramento.

flock you

6 novembro 2007

Se eu fosse você, baixava e instalava o Flock pra começar a se acostumar com algumas novidades que o Internet Explorer 8 e até o Firefox 3 vão ter um dia…

Aliás, Chris Blizzard, o cara que coordenava a criação do sistema Sugar para o “laptop de 100 dólares”, saiu da Red Hat pra virar evangelista da Mozilla. Coisa boa vem por aí.

De onde vem a grana pra pagar um cara deste naipe? Mitchell Baker, num texto longo e abusando do corporativismo em nome da transparência, explica: do Google.

O cenário parecia ideal para uma comparação: uma empresa jovem introduz uma novidae que deixa o mastodonte do setor desnorteado e o obriga a tomar medidas que seguim a inovação do mais novo para não se dar ao luxo de perder mercado.

Ao contrário do que o bom senso possa indicar, porém, o Google não foi a Microsoft em se tratando de Facebook. Complicou? Vamos por etapas.

A Microsoft nunca primou pela agilidade. Mas quando a empresa de Bill Gates resolvia investir, sai da frente. Macintosh, ICQ e Netscape que o digam – o pioneirismo não evitou que Windows, MSN Messenger e Internet Explorer dominassem amplamente o mercado.

Em uma bebedeira de jornalistas, a Microsoft ganhou o apelido de Junior Baiano – sempre chega atrasada, mas nunca perde uma viagem.

Com a explosão de acesso e moral do Facebook frente a um combalido MySpace e um cada vez menos significante lá fora Orkut, cabia ao Google ter que correr atrás da jovem rede social para que seus usuários não perdessem interesses.

O que fez o Google? Abriu sua plataforma para desenvolvimento de aplicativos de terceiros? Não. Formulou um padrão aberto para que todas as redes socias dispusessem de um mesmo conjunto de APIs para criar aplicações, o OpenSocial – simples e “bastante internet”, como diria John Battelle.

O Google simplesmente não copiou o Facebook, mas deu um passo à frente e votou a nova rede numa sinua de bico – são 7 redes sociais com potenciais 200 milhões de usuários contra apenas uma que, mesmo supostamente valendo 15 bilhões de dólares, tem apenas 50 milhões de usuários.

O TechCrunch classificou a jogada como “xeque-mate“. Não dá pra concordar mais – além de virar o jogo em questão de dias, o Google provou que consegue manter a inovação, pelo menos quando resolve levar redes sociais a sério.

Durante evento para apresentação da plataforma em São Paulo, me pareceu claro também que na hora em que os aplicativos para Orkut tiverem um número mínimo de interessante (vide meu exército de zumbis no Facebook), pode dizer adeus a qualquer outro concorrente.

A massa, que é o que mais importa, o Orkut já tem. Na hora em que efeito viral de aplicativos dentro da rede social bater, a campainha soa e o juiz levanta o braço do engenheiro turco que passeia pelo Rio de camisa cafona – claro que vai precisar rolar um olho aberto com segurança tremendo.
Ironicamente, o lançamento do Android (ou o tão falado gPhone)  vai exatamente na mesma direção do OpenSocial para redes sociais – o Google aproveita seu poder de barganha para propor um padrão de mercado para atividades ainda incipientes.

Um sistema aberto para telefones celulares permite não apenas que a comunidade desenvolva aplicativos móveis mas também que fabricantes poderão usar os softwares em aparelhos mediante algum tipo de compensação ao Google.

Você também pensou em publicidade? Propaganda móvel é ainda algo bastante incipiente mas que deixa qualquer acionista com cifrões nos olhos de imaginar uma possível monetização dos mais de 3 bilhões de celulares atualmente no mercado.

Oferecer uma plataforma aberta significa aposta em aparelhos mais acessíveis que tenham ferramentas do Google por trás dos aplicativos desenvolvidos pela comunidade – aqui entra também um fator viral que deverá ser febril na OpenSocial.

Ambas as plataformas, aliás, nascem com chances mastodônticas de rolarem – a primeira pela combinação do setor de redes sociais, a segunda pelos mais de 30 parceiros do Google que incluem operadoras, fabricantes de aparelhos e desenvolvedoras.

Te lembra do lema da web 2.0 daquele cartum maravilhoso da ovelha? Pois é, lá vai o Google pegando uns pares de ovelha e sendo o principal beneficiado pela lã que vai cair em suas mãos. Você dá os anéis, mas ganha o centro de ourivesaria de volta.

Vou tentar falar isto da maneira mais objetiva possível.

Pra publicar a matéria sobre 8 dúvidas básicas na hora de contratar uma banda larga, me perdi entre contratos de prestação de serviço, (muitas) informações conflitantes dadas pelos diversos lados interessados na histórias e (alguns) toque precisos de quem conhece o setor.

A pauta surgiu pra explica pra quem não entende direito a proibição da exigência de provedor para Speedy que rolou em setembro e acabou descambando também para outras dúvidas, tipo teto de download, traffic shapping e garantia de velocidade.

Entre contextualizações históricas e um blá-blá-blá jurídico que não ajuda nada quem não passou cinco anos estudando leis (como eu), a decisão judicial proferida pelo juiz Marcelo Zandavali traz um parece bem claro quanto à exigência técnica de provedores, transcrita abaixo.

decisao_justica_speedy

(Clique na imagem para baixar o PDF de 53 páginas com a decisão final)

Teoricamente, provedores deveriam comprar links de operadoras de telefonia para oferecer a seus clientes conexões de internet- era assim que funcionava o dial-up. O cenário mudou com a banda larga, quando operadoras como a Telefônica ofereciam (e ainda o fazem) planos diretamente pro usuário.

Porque pagar pelo provedor, que oferece apenas uma autenticação classificada como desnecessária pela Justiça? Os defensores alegam os tais serviços agregados (email, principalmente) e a proximidade do usuário, como me alertou o presidente da Abranet.

Entenda o cúmulo da carência: você paga um serviço que não precisa só pela “proximidade” que o provedor tem com você. E isto é uma piada, sim, sobre uma afirmação que beira o absurdo.

Não é difícil entender a explosão de raiva que presenciei durante a entrevista com o presidente do Abusar quando o assunto Speedy veio à tona – no papel de repórter, é preciso filtrar o que é ataque puro de possíveis argumentos que o sustente.

Eles vieram, mas não pela organização que dá ótimas dicas para quem se sente prejudicado (e não são poucos) pelas operadoras brasileiras, também campeãs em ignorar solenemente usuários.

Anos de brigas passados, quem defende a necessidade de provedor não conseguiu ainda dar um argumento tão conciso e analítico como aquele acima do juiz Zandavali.

net_provedor

Do lado da Net, uma observação também. Lá no contrato do seu Virtua (full disclosure: eu sou um usuário Virtua sem maiores reclamações), a cláusula 35 aponta que a contratação de um provedor é obrigatória.

A Net diz que já oferece um de graça, mas (leia meus lábios) isto deverá trazer problemas futuros também à empresa de TV a cabo.

Por enquanto, preocupe-se em ler alguns tutorais por aí para suprimir o suposto traffic shapping que a Net classifica como “falácia” e jura de pés juntos que não faz – se não faz, não ficará chateada pelos tutorais, né?

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