Sabe aquela história do Firefox ganhar mercado baseado na brodagem da Mozilla com outras empresas/usuários? Taí outro exemplo – o Pingdom oferece um ano de graça pra quem trocar o IE pelo Firefox.

23% deles trocam, felizes da vida.

leituras 03 de agosto

3 agosto 2007

google_engenheiros

Demorou demaaaaaaais, mas cá estamos. Em duas partes, pra tentar organizar melhor as indicações.

*
Miguel Helft pergunta no New York Times se Susan Decker, a nova CEO do Yahoo, pode transformar o buscador no, hã, Google, algo que Terry Semel ignorou completamente.

Fake Steve Jobs dá entrevista pra CNet – jornalismo com humor pode?

Muita água já passou debaixo da ponte do Google, mas o texto da Wired sobre a GoogleMania resume bem os passos que levaram Brin e Page lá pra cima com seu PageRank.

John Battelle entrevista Bill Gross, o pai do atual mercado de buscas, blogs e serviços de Web 2.0 monetizados – é dele o modelo imitado pelo Google para criar o AdSense e ser impulsionado pro topo.

O Brasil é o 15º país em publicação de documentos científicos, ultrapassando a Suécia. Mas, como Nicolelis perguntou, no que tanto arquivo publicado dá? Na engorda das estatísticas só?

A CNet joga suposições interessantes sobre a suposta postura mais aberta que a Microsoft estaria prestes a anunciar, com desenvolvedores tendo acesso a todo o “Cloud OS” de um jeito que o Windows nunca esteve.

Na EntreLivros, dez livros para entender melhor o jazz. Confesso: não li nenhum, mas a lista tá guardada pra montar a biblioteca.

Na Technology Review, uma entrevista com Evan Willians, criador do Twitter e do Blogger, é a espinha dorsal pra uma matéria sobre microblogging (algo que você ainda vai fazer).

O MediaShift publicou um resumão do que foi o YPulse Mashup 2007, organizado pelo Yahoo para debater o papel da nova geração nos negócios de internet. Empreendedores e corporativistas, leiam!

Por fim, o New York Times foi onde nenhum outro homem (da imprensa) esteve: no laboratório do Google que ajusta o PageRank, coordenada por um indiano (o cara da esqueda na foto acima) que tem o título de Google Fellow, talvez o cargo mais alto (abaixo do triunvirato) dentro da dinastia Google.

Notícia triste pra fechar a excursão a Valência. O baterista dos Replicantes e diretor de cinema Carlos Gerbase teve a câmera e todas as filmagens que fez durante a Campus Party roubadas após o check-in no aeroporto de Madrid.

Segundo ele e Luciana Tomasi, sua mulher, a ação foi profissional – num piscar de olhos após o pedido de indicação de um portão, a mala já tinha ido.

A câmera é cara, mas dá pena saber que todos (TODOS!) os 180 minutos filmados em solo español foram perdidos – e isto incluí entrevistas com o sempre tímido Marcelo Tosatti.

Uma pena do caralho.

A promessa tava feita, mas demorou. Finalmente, taí embaixo, na íntegra. Dúvidas, pedradas ou elogios, grita.

*

Não adianta: você bate o olho no ClassMate PC e te dá uma síndrome de Gulliver. A impressão não é falsa – o notebook educacional da Intel, revelado pelo todo-poderoso Paul Otellini em visita ao Brasil, não passa de um notebook convencional com dimensões diminuídas.

Uma mea-culpa: graças a Marfan, minhas mãos estão longes de serem pequenas. Mas lidar com um Windows, já formatado para telas mais amplas, num teclado onde sua unha (só sua unha!) resvala em 3 teclas por dígito é algo beeeeem desconfortável.

Mesmo. É inevitável não torcer o bico ao perceber que, numa provável pressa para competir com o notebook de 100 dólares de Nicholas Negroponte, a Intel usou o mesmo raio usado por Wayne Szalinski pra diminuir seus filhos e dos vizinhos em um notebook.

A pressa, entenda, afeta um pouco a usabilidade e isto está longe da militância. Mãe do projeto, a organização OLPC desenvolveu uma distribuição própria de Linux que tem, como principal mérito, seu sistema gráfico – as interfaces são grandes e os botões, fáceis de serem achados.

A ferramenta de restrição à internet, originalmente prevista para que professores bloqueiem conteúdo impróprio para alunos, torna a configuração da rede sem fio quase impossível. Um cabo Ethernet e a internet rola – 1ª constatação: o Chá fica apertado.

Num ímpeto meio suicida, resolvo escrever uma nota para o Now! no ClassMate. As frases saem fácil, mas os dedos não acompanham. As letras no bloco de notas se tornam quase pontos e aquele movimento de franzir os olhos se torna constante.

A constante correção irrita. Corrijo. Não acho os ícones no menu Iniciar. Franzo ainda mais os olhos. Tenho em mente que o ClassMate é infantil, para dedos três vezes menores que os meus. A nota acaba e vai pro ar. A paciência também.

As distribuições de Linux que estarão no ClassMate em testes nos colégios Don Alano, em Palmas (To), e Professora Rosa da Conceição Guedes, em Piraí (RJ), têm fortes semelhanças com o Windows – vide o Mandriva Linux 2007 ou o Metasys.

O ClassMate é mais pesado que o XO, mas é bem verdade que também mais rápido (900 Mhz contra 433 MHz) e tem o dobro de memória (2 GB contra 1 GB). Mas qualé o grande foco desta iniciativa em dar notebooks para as crianças: a potência ou o preço?

O preço inicial do XO é de 175 dólares. No Brasil, a CCE já trabalha com previsão de preço de 900  1.100 reais para cada ClassMate. Coloque mais um punhado de inovações, como rede Mesh e uma tela com brilho sensível a ambientes, e a simpatia do Governo na conta daquele e você tem sua equação.

Update: Este é um apanhado de impressões de um repórter que acompanha o desenrolar da novela de notebooks educacionais no Brasil e que está pouco interessado nos transistores usados na placa-mãe do ClassMate.

Se é este tipo de informação que você procura, vai na onda do geek-mor Mário Nagano, que destrinchou o notebook da Intel enquanto estava na PC World.

…uma quantidade gigantesca de observações.

1 – Lembra do iGoogle? A sugestão do post anterior foi na mosca – sem o devido estardalhaço, Google e UOL fecharam contrato para integrar a busca daquele na montanha de conteúdo deste. Há espaço demais para a monetização. Agora, a pressão é sobre a Globo.com – o Terra tem acordo semelhante com o Google há 4 anos.

2 – Em um dia, o silêncio. Em 26 de junho, todos os serviços de rádio online se calaram, em organização do Save Net Radio. Com exceção do Last.FM. A razão foi a proposta do governo dos Estados Unidos em mais que duplicar (de US$ $0,0007 para US$ $0,0018) o valor cobrado pela execução de canções pela web, taxa inexistente sobre transmissões convencionais.

3 – Interney Blogs está prestes a fechar acordo com um grande portal brasileiro – dois estavam brigando pela parceria. Ainda não se sabe como será o acordo – veiculação ou compra.

4 – Terry Semel, ex-CEO do Yahoo, se foi, o que valorizou as ações do buscador em 4,2% no dia do anúncio. Pra entender o porquê da alegria, recomendo (de novo) a leitura de “How Yahoo Blew It”.

5 – Como prometido, o NoMínimo encerrou atividades. Seis jornalistas migraram suas colunas para sites próprios – Sérgio Rodrigues, Carla Rodrigues, Pedro Dória, Luiz Antonio Ryff, Ricardo Calil e João Paulo Kupfer. Ancelmo Góis (via BlueBus) diz que Unibanco e Estadão estão se unindo para reavivar o site – boletim Link na Eldorado transmitido neste domingo (01/07) deixa no ar uma confirmação. Uma opinião pessoal? Cut the drama, palease!

6 – A Tim inaugurou sua Tim Music Store alegando ser a primeira loja de músicas para celulares. Meia-verdade. A iMúsica (quem mais?) já vende canções para o N91, da Nokia, desde agosto do ano passado. Diz a operadora italiana que qualquer celular com WAP e suporte a MP3 pode comprar canções.

7 – Não dá pra ignorar a entrada da Globo no Second Life, divulgando nova novela com direito a avatar do autor no complexo virtual da Vênus – junto à guerrilha do Pânico na TV.

8 – GPLv3 divulgada oficialmente, apenas em inglês por enquanto. Um PDF ajuda a explicar as principais alterações entre a última versão e a final – esqueça o release: nem organização não comercial consegue ser objetiva num texto assim.

9 – iPhone on the wild. Tem review do Pogue, do Mossberg, da CNet e milhões de blogs babando pro gadget da Apple, mas a melhor história vem da MyFox Dallas TV (via Pogue). O cara cedeu o lugar e ganhou um iPod com acessórios. De graça.

10 – De volta. O chão ainda tá empoeirado. Uma hora eu limpo.

Depois que o PCC afugentou os paulistanos em 2006, a Prefeitura elaborou uma excelente programação para sua Virada Cultural de 2007, com um destaque fodido: o Teatro Municipal receberia, durante a madrugada, artistas tocando na íntegra discos clássicos da MPB.

Foi lá que João Donato, o cara mais sofisticado da bossa nova que você não conhece, foi tocar, mais ou menos inteiro, seu “A Bad Donato”, de 1970. O show começava às 21h e, cinqüenta minutos antes, a fila estava na face direita do teatro -percorri seus quatro lados até chegar à porta.

A entrada foi rápida e, sinceramente, puta coisa bonita (e apertada, por dentro) que é aquele teatro durante a noite. Fiquei no último andar, já que uma cambada bem mais esperta que eu chegou cedo pra pegar a platéia da frente.

E daí? Donato entrou poser, com capuz e óculos escuros. A banda era a mesma que tocou no Auditório Ibirapuera, mas nada de “A Bad Donato” na íntegra. No show, Donato mostrou como transformou o chopp aguado da bossa nova em jazz lisérgico brasileiro.

As introduções eram as mesmas, com cada música solando por longos minutos até que a entrada fosse reproduzida para finalizar a canção – jazz, ué.

O vídeo abaixo (opa, vou receber carta de “cease-and-desist”?) é de Mosquito, a mais fodida do disco, e se estende até o belíssimo solo de trombone do Bocatto.

Poupei sua paciência para o solo poser de Donatinho, o filho do pianista. Donato desempenhou muito bem papéis como música, ritmista, arranjador e instrumentista, mas falhou como pai: Donatinho toca pouco (fica mais plugando cabos), coloca texturas eventuais nas músicas, faz poses na frente do palco e ainda fica abrançando músicos após solos comose dissesse “tá certo, um dia você chega lá”.

Não rolaram todas as músicas e ainda teve inéditas – “Black Orchid”, de um compositor finlandês (dinamarquês?) que Donato mastigou o nome. Sem problema.

Update: Nos comentários, Menotti, que também desceu o pau em Donatinho no seu Atonal, replica nos comentários que “Black Orchid” é do arranjador latino de jazz Cal Tjader. Bebi então.

O show foi antológico pela mistura entre a ótima música tocada por músicos excepcionais e pelo lugar e o horário – saímos do Municipal às 22h00, enquanto uma fila gigantesca para ver João Bosco (URGH!!!) se desdobrava até a estação Anhangabaú do metrô.

Uma passada no Estadão para um pernil com provolone, Clube do Balanço chamando Erasmo Carlos para uma ótima jam e um copo de quentão (com muito gengibre e pouco álcool) fecharam a noite.

Não vi a milonga no Mercadão (puta idéia sensacional!) nem os Racionais (uma pena mesmo). Pena.

Quando começou a usar a plataforma Motigo, em março, a ferramenta de medição de audiência WebStats, usada pelo Chá Quente, ganhou algumas novas funções, além de um visual beeem melhorado.

Uma delas transforma qualquer blogueiro num psicopata em potencial – ao lado de cada acesso ao seu blog, a Motigo apresenta um ícone que leva à representação gráfica do IP no Google Maps.

No falso mundo da teoria, você poderia saber exatamente onde está seu leitor. Mas, na prática, a história é outra – e é exatamente por isto que serviços como o IP-Adress não me motivam medo algum.

Grandes provedores de banda larga trabalham com IPs dinâmicos – você se conecta e ganha um aleatório. Quando entro no Chá, o Motigo aponta que meu ponto de acesso está na zona leste de São Paulo – exatamente onde estão os servidores da Net (uso Virtua).

Certos casos são até bisonhos – um acesso dentro da Universidade Federal de Santa Catarina, por exemplo, é indicado como se fosse feito de dentro do oceano.

Por enquanto, você não tem do que se preocupar – os dados importantes estão guardados onde ninguém vê. Por enquanto.

Update: Foi falar que eles mudaram. Ao invés dos ícones, o Motigo agora mostra, em um mapa do Google Maps, a posição geográfica dos seus últimos cinco acessos.

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