O pedido de quebra de sigilo pedido por Rosana Hermann contra o stalker responsável por comentários racistas, antisemitas e homofóbicos em seu Querido Leitor foi aceito pela Justiça. Teoricamente, a Telemar Norte (provedora por onde o stalker se conectou à internet) tem que entregar seu IP até hoje.

Rosana diz que deve demorar mais, mas, na conversa que tive com ela para a nota do Now!, disse que a Telemar Norte soube do caso antes do aviso legal e que já havia separado os dados.

Este blog apóia o processo tocado por Rosana e espera que ela vá até o fim desta vez. A internet não só precisa de regulamentação – precisa de alguém que faça cumprir a lei válida pro mundo de átomos ou bits.

creativecommons5
O Creative Commons fez 5 anos. Desde 2002, a licença originada pela cultura do “copia-cola” que dá arrepios na Escola de Frankfurt já teve CD mixável com artistas fodões (Beastie Boys, hã?), rede de TV alemã e agência governamental de notícias do Brasil adotando a licença para conteúdo e

Mais que tudo, o Creative Commons deu via (e vem promovendo) uma nova postura de autoria em que as moedas podem não chegar ao bolso, já que vale mesmo a atribuição, a divulgação do nome do responsável pelo trabalho – veja as licenças aplicadas na comunidade Flickr, por exemplo.

No ano passado, Ronaldo Lemos disse que havia a pretensão de criar uma nova licença dentro do Creative Commons para uso comercial – vendendo conteúdo que pode ser remixado e divulgado sem limites – numa extensão do que serviços como o Jamendo já fazem hoje. Não havia, porém, definições do iCommons quanto a isto. É uma boa perguntar.

Pra entender melhor o assunto, assista a palestra que o Lawrence Lessig deu no TED ou leia o artigo do Cory Doctorow  da Locus Magazine.

a internet, esta balzaca

27 novembro 2007

internet
A internet, ou o conjunto de redes interconectadas que serviu como base para a web atual, completou 30 anos na semana passada – mais precisamente, no dia 22 de novembro.

Foi o dia em que a governamental ARPANet, pedra fundamental no desenvolvimento da internet, se conectou com a SATNET e a PRNET para trocar mensagens eletrônicas entre Londres e São Francisco.

Há divergências: a Universidade da Califórnia alega ter feito a primeira troca de pacotes pela rede ARPANet em 29 de outubro de 1969, o que confereria à internet 38 anos – até comemoração com Bob Kahn e Vint Cerf rolou.

O que a UCLA não fala é que só oito anos depois, em 77, a conexão da ARPANet foi feita entre três diferentes pontos que usavam plataformas diferentes para trocar informações, um dos pilares da internet comercial atual.

[a idéia da imagem veio do ContraFactos]

songza, a música on-demand

27 novembro 2007

songza
Novo vício musical online: Songza. No mesmo estilo do HypeM (mas sem estas funções de rede social ganhas depois da reformulação), com uma ótima vantagem: ao invés de listar os vídeos do YouTube, o Songza extrai e toca apenas o áudio.

A variedade de músicas é enorme e o player carrega rapidinho – suspeito inclusive que os caras usam o mesmo índex do HypeM, dada a semelhança entre canções. Tá no bookmark recente já.

Durante a matéria sobre o potencial novo papel das redes sociais com a entrada no estilo pé na porta do OpenSocial, a conversa com Luli Radfahrer descambou para a dominação do Orkut entre os brasileiros. Com o fator cascata que os widgets no Orkut devem chegar quando a massa crítica perceber qualé a dos programinhas, houve um consenso sobre o potencial do Orkut afastar qualquer potencial perigos de MySpace e Facebook.

Mas de onde viria uma força suficiente pra desbancar o Orkut? Da TV. Na surdina, a Globo está tentando levar seu apelo para a internet exigindo que interessados em participar do Big Brother Brasil 8 se inscreva no serviço de fotolog 8P, criando um ambiente em que milhares de potenciais “big brothers” interajam entre si numa rede que não o Orkut – por mais que interaja com a rede do Google.

E vai passar? “Teria que construir uma coisa muito maior. Acho que grandes empresas de mídia de massa ainda não entenderam isto direito. Se um grande programa resolve fazer uma rede social e ganhar sua musculatura, ele pode roubar usuários do Orkut”.

Luli é direto (e este blog assina embaixo): enquanto nenhum canal de TV conseguir fazer uma ação decente, que use redes sociais atreladas à grande mídia, o Orkut vai remar sozinho no mercado social.

A experiência acumulada pelos brasileiros pelo envolvimento com o Orkut é mais que motivo para que o Google leve alguns power users para Índia e China pra tentar replicar o modelo da rede em países pobres com crescente acesso em banda larga – vale lembrar que, além do Brasil, o Orkut faz sucesso só na Índia e no Paraguai.

“Só que parece que nem pessoal do Google sabe o que deu certo”. Luli tem mezzo-razão. Em entrevista com Nélson Mattos, o VP de engenharia do Google na Europa, o diretor de comunicação do buscador no Brasil Félix Ximenes – que já tinha explicado a confusão dos probloggers para este Chá – arriscou um palpite sobre a popularidade.

A razão primordial? Engenheiros. Quando o Orkut começou a fazer sucesso entre eles, ilhas de acesso do Google começaram a se destacar no mapa mundial de acesso. A primeira cidade brasileira foi Porto Alegre o que levou outras cidades, como São Paulo e Rio, a arregimentar mais usuários, numa espécie de disputa.

Evidentemente, a razão total não contempla só uma corrida pelo ouro entre engenheiros. Mais que encontrar razões, porém, o Google deve estar preocupado em levar o OpenSocial pra mesma massa que abraçou o Orkut e hoje o usa como uma Maizena ou uma Gillette da vida – com ou sem um canal de TV pra atrapalhar.

o canal, não a loja

23 novembro 2007

apple_extra

As bancadas são em madeira clara, o painel da maçã iluminada por trás e a rede sem fio gratuita estão lá. Falta algo essencial aos espaços da Apple montados junto à cadeia de super-mercado Extra: a própria Apple.O que parece certo é que os 16 quiosques da Apple que o Extra inagurará até fevereiro de 2008 são mais uma adaptação do Grupo Pão de Açúcar ao novo mercado varejista que uma pretensão clara da Apple em popularizar seus produtos.

Em reuniões nos EUA, a Apple chegou a propor ao Grupo Pão de Açúcar que montasse a Apple Store no Brasil nos mesmos moldes das internacionais. O Grupo Pão de Açúcar escolheu não, pereferindo um stand que levasse o Extra no mesmo caminho da rede Target nos EUA – um hipermercado cada vez menos focado em alimentos.

Isto fica ainda mais claro pela evidente falta de envolvimento da Apple na inauguração do projeto – além da absoluta falta da assessoria de imprensa para um evento divulgado, o presidente da companhia no Brasil, Alex Szapiro, foi-se antes do discurso feito por um executivo do Pão de Açúcar comemorando a inauguração.

Isto não significa que a possibilidade da Apple Store esteja totalmente descartada – o acordo com o Pão de Açúcar não é de exclusividade, embora os executivos do grupo citem como prováveis novos acordos concorrentes seus, como o Carrefour, por exemplo.

Só que também caia na real, cumpadre: a Apple não vai quebrar um quarteirão na Paulista pra construir um quadrado de vidro transparecente como é sua loja em Nova York.

A Apple sempre foi abastecida de boatos (os 10 melhores são ótimos para entender a histeria que, ao envolver a Apple, cria um círculo vicioso extremamente benéfico para a empresa), e no Brasil cada nova investida da empresa vinha acompanhada de uma enxurrada de boatos sobre novos investimentos.

apple_extra1

Não tenho fontes confiáveis o suficiente sobre Apple no Brasil que consigam dar o mínimo de certeza nesta saraivada de boatos que envolvem o nome da empresa de Steve Jobs na blogosfera brasileira há semanas.

Não é segredo nenhum que o muro de proteção da Apple sobre dados internos é alto e bem guardado – por mais que tenha sofrido algumas brechinhas recentes.

A antiga assessoria da Apple no Brasil é taxativa em afirmar que, nas mais diferentes etapas da companhia por aqui em 18 anos, não conseguiu convencer Steve Jobs em embarcar para o país.

A Apple Brasil não comenta boatos. Faz bem. Se eu vou dar pitacos? Ainda não. Vou apurar algumas coisas antes disto.

campus party colombiano

23 novembro 2007

Depois do Brasil, que recebe a primeira edição internacional em fevereiro, o Campus Party vai à Colômbia entre os dias 16 e 22 de junho, em Bogotá.

Convidados no Brasil? Daqui a pouco.

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