encomenda_sub
Minha via-crucis com o Submarino acabou bem mal. Na tarde deste sábado, chegaram em casa dois pacotes com o CD e o livro acima enrolados em plástico-bolha, quase um mês após o pedido ser feito e três semanas depois o pagamento.

No Submarino, o livro está hoje com sete dias úteis de entrega, enquanto o CD já não está disponível. É difícil afirmar, mas não lembro do prazo para o livro ser tão grande quando resolvi comprá-lo – era o tempo de divulgação braba.

Ainda que fosse, o prazo não se justifica. Mas este não é o pior.

Durante as semanas, foram dezenas de tentativas de acessar o chat do Submarino para conversar com atendentes sobre o problema. Nas poucas vezes em que fui atentido e não rejeitado por uma janela de erro, eram trocadas duas frases com o atendente antes que o mesmo erro me jogasse pra fora.

Tentei com Firefox, Internet Explorer e Opera. E nada. Apelei para o telefone e, na boa, foram longos minutos ouvindo a maldita vinheta afirmando que eu seria atendido logo. Não deu, camarada, a paciência acabou antes.

Na quinta, me ligou uma atendente oferecendo um cartão de crédito do Submarino – ironia a parte, fui eu quem escrevi a nota quando ele foi lançado. Perguntei meio contrariado por quê eu iria usar um cartão de um serviço que não me atendia. Ela me passou o e-mail de atendimento e desligou sem qualquer enrolação de telemarketing.

Não estou sozinho nesta. Um colega de redação contou, em meio a um almoço, que uma máquina de lavar encomendada para quatro dias úteis demorou 17 dias corridos. É, a conta não bate. Não são só os mortais que têm problemas de vez em quando com o e-commerce.

Neste podcast, Pedro Guasti, presidente do e-bit, que certifica e cria pesquisas sobre o comércio eletrônico nacional, disse ter feito uma encomenda grande para passar o reveillon com amigos na praia num supermercado online. O pedido não chegou.

O que intriga, sinceramente, são os casos recentes do Submarino. Além dos atrasos no meu e no pedido do colega jornalista, um blogueiro relatou que comprou um Playstation 3 pelo Submarino e recebeu uma pedra (!!!) no lugar.

Na hora de desembrulhar pra fazer a foto que ilustra o post, notei que uma das embalagens tinha um selo que dizia “Presente”. Presente? Pra quem, cara pálida?

Isto é um registro de uma péssima experiência que tive como consumidor com um serviço de comércio eletrônico que, até então, tinha me servido por dezenas de vezes muito bem. Caso alguém aí tenha problema semelhantes, dá um toque nos comentários.

suando a e-camisa

9 setembro 2007

PIRATARIA
O ator Gustavo Leão, o Mateus de “Paraíso Tropical”, vai protagonizar campanha de combate à pirataria musical. O ator, que interpreta um criador de ringtones (toques para celular), gravou os três VTs, que serão exibidos na Globo. O slogan será: “Pirataria faz mal à saúde do seu bolso e do Brasil”.

Agora vai!

a buenos aires high-tech

4 setembro 2007

Dá pra falar coisa pra caralho de Buenos Aires.

A começar pela estrutura de turismo de dar inveja ao país – em qualquer esquina, você encontra mapinhas para turistas desinformados -, passando pelo explosivo número de livrarias na capital portenha, pelos humilhantes preços de comida (mesmo em recantos assumidamente turísticos) ou pela ostentosa arquitetura do centro, preservada e ainda usada pela população em prédios comerciais, restaurantes estilosos ou órgãos do governo.

Mas nós vamos falar de tecnologia – depois de se arriscar até em jazz, tava na hora, né Guilherme? E, quando se fala em tecnologia, Buenos Aires está alguns quilômetros na frente do Brasil não apenas por já ter sua loja oficial da Apple (um dia o Brasil ainda tem a sua, calma).

A já citada estrutura invejável de turismo de Buenos Aires é um dos principais cases de bom uso de tecnologia pelo governo da província, a começar pelos tours guiados pelo celular.

Ao invés de apelar para um guia ou para seu falho senso de direcionamento com os mapinhas gratuitos na mão, a prefeitura de Buenos Aires instalou placas de mármore no chão (como está abaixo) nos principais pontos turísticos da cidade.

Com um celular em mãos, o turista envia um SMS e recebe não apenas instruções em texto sobre a atração à sua frente, mas também (em aparelhos mais poderosos) um podcast que detalha a importância da atração.

Se é de graça ou não, sinceramente não sei. Mas a função é o desmembramento da estratégia que a prefeitura expõe no site oficial da cidade – ali, é possível montar roteiros próprios pela cidade ou baixar podcasts e direções conforme bairros ou figuras históricas do país, como Carlos Gardel, Evita Peron ou Jorge Luis Borges.

A academia chama o que a prefeitura portenha está propondo de realidade expandida – a tecnologia faz com que aquela realidade se torne mais rica graças à introdução de informações por meio de redes e aparelhos comunicacionais, sem apelar para guias regionais.

Em São Paulo, veja bem, nem bem os podcats hospedados em site com este propósito turístico funcionam bem. Ao visitar a exposição de Edgar Degas, que rolou em 2006, queira ter baixado o MaspCast, nome do podcast do museu, para acompanhar a exposição.

O único arquivo disponível no site da instituição, porém, era da exposição “Lina Bo Bardi – Arquiteto“, em homenagem ao responsável pela construção do museu, que ocorreu no comecinho do mesmo ano, quando o serviço foi lançado.

No metrô, onde é possível não apenas fazer ligações como também navegar na internet (algo que o governo do Estado de São Paulo está prestes a oficilizar nos trens do Metrô paulistano), é também por SMS que a administração encoraja passageiros vítimas de furtos a registrarem ocorrências – ao invés de esperar o trem parar na próxima estação, o usuário manda seu SMS indicando a estação onde ocorreu o delito dentro do próprio trem.

Neste caso, o serviço é gratuito. Dentro dos trens, melhor ainda, o acesso à internet sem fio é gratuito, diferentemente do método praticado normalmente em Buenos Aires – nas ruas pelo menos, o uso das redes obedece ao mesmo princípio de planos de acesso que Telefônica e Vex oferecem em São Paulo.

Em algo referente a tecnologia, Buenos Aires é deixada no chinelo por São Paulo. Ao procurar o Google Maps para fazer um mashup com alguns dos lugares visitados na viagem, tive a infeliz surpresa de saber que o serviço do Google não traz nomes de ruas potenhas.

Até aí, a culpa não é da prefeitura. Não se deixe levar pelo câmbio (hoje, cerca de setenta centavos de real compram um peso argentino). Quando o assunto é tecnologia, Buenos Aires passa São Paulo com certa folga.

Hoje (agora?), a Apple reúne jornalistas para apresentar tanto a nova linha iMac no país com um belo corte de preços (comparado, evidentemente, aos seus preços praticados normalmente) como Alexandre Szapiro, ex-VP de marketing e vendas da Palm na AL e novo General Manager para Brasil.

Mas quer novidades mesmo? Espera mais um pouquinho então…

o mapa da web 2.0

11 agosto 2007

mapping
Imprima, cole em algum lugar ao alcance dos olhos e saia achando todos os sites listados. É uma puta aula de internet. Pra ver a versão maior, clique sobre a imagem.

Falta de estoque de Wiis? Pelo menos na Espanha, longe disto. O console superstar da Nintendo vai muito bem, obrigado em todo o mundo a ponto de faltar nas prateleiras, mas , em uma andadinha em lojas de departamento espanholas, não foi nada difícil encontrar o Wii.

Tem até mashup para encontrar o console mais próximo.

Das pilhas na tradicional El Corte Inglês (até online você encontra), onde a atração real parecia ser mesmo a edição especial Harry Potter do PSP, ao solitário console no Carrefour (que tem a mesma cara em todo lugar do mundo), não havia sinal dos baixos estoques do Wii.

A oferta até motivou um certo desejo em, finalmente, levar o console da Nintendo pra casa. Por pouco, evitou-se o desastre. A freqüência de energia elétrica na Espanha é de 60 Hz, enquanto a brasileira é de 50 Hz.

Dor de cabeça a vista, além do preço que, mesmo não no patamar dos Brinquedos Laura (e tantos outras e-lojas brasileiras), dá um belo desfalque extra.

Dezoito horas de peregrinação depois (pernas, ônibus, avião e táxi), acabou a Campus Party 11 e, conseqüentemente, a visita a Valencia. Durante a noite, São Paulo fez 5 graus. É seis vezes menos do que a Espanha no mesmo horário. Ai ai…

Tem bastante coisa pra falar ainda.

Jon MadDog Hall e seu “thin client as a service” para inclusão digital. Mais tarde, mais detalhes.

Update: Agora, merrrmo, Rodrigo. Entre um cochilo e outro pelo cansaço, Maddog mostrou o thin client baseado em serviço que a Linus International pretende distribuir pelo mundo.

Isto aí: distribuir. O aparelho é gratuito – um plano mensal oferece assistência técnica, backup remoto e acesso à internet para usuários.

O thin client é absurdamente pequeno (pouco mais de 10 centímetros de lado) e se apóia na “web as a service” para funcionar. A nota completa tá no Now!.

Diz Maddog que, com banda larga, você pode usar editores de texto e gráficos, softwares corporativos e outros programas normalmente no PC, que tem chip Geode, da AMD, 1 Gb de memória, HD de 40 GB, Ethernet, 4 USBs e acesso Wireless.

Ainda não há preço de plano pro Brasil. Quando tiver, eu aviso.



Andei, andei, andei, andei, andei e anderi até encontrar. A Feria de Valencia, onde rola a Campus Party é gigantesca. Nas duas fotos acima, você vê a encruzilhada (ô, mizifi!) entre os dois grandes corredores.

A entrada é feita no fim do primeiro e, como a maioria esmagadora de atrações está praquele lado, escadas rolantes e luzes a partir da segunda foto estão desligadas – só o Pavilhão do Ócio e o Comedor (opa!) ficam praquele lado.

Organizadores do evento têm benefícios: alguns passeiam de Segway de um lado pro outro, enquanto outros têm triciclos motorizados, enquanto alguns campuseiros (nome dado a quem vem ao evento) mais folgados recorrem a patinetes.

O gado brasileño (periodistas incluídos) andam como um rebanho pelos corredores. Some à correria os cerca de cinco quilos dentro da mochila apinhada de releases, livro e notebook e você tem, além de uma academia involuntária pras pernas, uma dorzinha nas costas que vem no final da noite.

robotwars

A divisão de Software Livre da Campus Party está promovendo um concurso em que grupos de até quatro pessoas devem construir um game em apenas 72 horas.

Os melhores levam 9 mil euros em bolsas de estudos e 600 dólares em eletrônicos pelo júri oficial, além de um Wii pelo júri popular.

O grupo dos baianos Alexandre Amoedo, Humberto Galiza e Valéssia Brito está sobre o Robot Wars, game 3D baseados em formas geométricas e de jogabilidade simples. Simples, aliás, não é a melhor palavra pra definir o desenvolvimento de um game deste em 3 dias.

A maratona acaba na noite desta sexta-feira e os vencedores serão conhecidos na noite do sábado.

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