“Qualquer coisa diferente que você junte é mashup. A gente aqui conversando é mashup. Duas pessoas transando é um mashup” João Marcelo Bôscoli, o sempre bacana fundador da gravadora Trama, sintetizando a cultura do mashup (em palavras de Dani Braun), momentos antes de entrar no palco do Digital Age 2.0.

“A gente não representa perigo nenhum pra essa gente” Afonso Hennel, o sincero demais presidente da Semp Toshiba, comentando com sinceridade fora do comum a atuação da empresa no setor de desktop e notebooks. A tal “gente” são fabricantes como Dell, HP e Novadata (!).

21 julho 2007

Interestingly, I do not read email on a mobile phone — I have a positively anachronistic Moto Razr — I don’t twitter, and I don’t IM except with other Forrester analysts. And I don’t check email every 10 minutes. These activities are interruptions for the most part and interfere with writing and interviews I need to do. If I had to rank what I use most — and what has changed the way I work most since I became a writer — it would be personalized email, del.icio.us, tabbed browsing, and that big monitor.

Josh Bernoff, pesquisador vice-presidente de pesquisa da Forrester Research, em um ótimo artigo sobre a relação entre serviços online e produtividade.

“Só queria deixar claro que este é um projeto educacional, não um projeto de notebook” Oscar Clarke, o bonachão presidente da Intel, repetindo o mantra do pesquisador Nicholas Negroponte, fundador da One Laptop per Child, sobre o XO, o popular “notebook de 100 dólares”.

A maioria dos textos deste blog está atrasada- por que, então, também não estaria a retrospectiva de 2006? Vamulá.
*
2006 foi o ano em que os notebooks explodiram – literalmente.

Um gigantesco recall de baterias da Sony fez com que milhões de consumidores da Dell, Apple, Panasonic, Asus e da própria Sony procurassem assistências técnicas atrás de dispositivos que não corressem risco de explosão.

Explodiu também em 2006 o novo mercado de serviços online, liderado pela carreira meteórica do YouTube, com sua facilidade ultrajante para compartilhar e assistir vídeos online, impulsionada pelo fôlego interminável da banda larga lá fora e aqui dentro.

Mesmo com 20 meses de vida, foi o YouTube também que despertou dúvidas sobre a Bolha 2.0, após o onipresente (e, mais uma vez, nome de inovação do ano) Google pagar U$ 1,65 bilhão (!!) pelo site de vídeos.

O mercado de portáteis, por sua vez, não sentiu os efeitos e fechou 2006 com nada menos que 107% de crescimento nas vendas – mais até que o fôlego de 47% dos dektops, com uma (pequena) ajuda da atualização de hardware exigida pelo Windows Vista, que finalmente chegou, e uma (grande) força da queda de preços.

Ainda em mobilidade, 2006 viu o WiMax surgir comercialmente, com o investimento da Sprint nos EUA (enquanto, no Brasil, a Anatel começou a regular a freqüência para 3G, glória glória aleluia), e os PDAs entrarem em suas covas pela popularidade opressiva de smartphones, como Treos, iPAQs e BlackBerry.

Em 2006, o padrão japonês ISDB foi coroado como o preferido do Governo Brasileiro, enquanto o programa Computador para Todos teve seu primeiro ano de atuação irrestrita no país, com resultados dignos de aplausos.

Foram 146.442 máquinas financiadas pelo BNDES e absorção de 27% do sistema Linux, segundo estudo da ABES espinafrado de Sérgio Amadeu da Silveira e César Alvarez, que promete ainda mais para 2007.

Bons exemplos de tecnologia vieram também da iniciativa em 2006 – numa jogada inesperada, a Americanas.com se fundiu ao Submarino e criou nada menos que a terceira (!!) maior empresa de e-commerce do mundo.

Já a música digital, finalmente, nasceu no Brasil em 2006 – UOL, Terra e iG inauguraram suas lojas, que agora rivalizam com a pioneira iMúsica, já disponível em celulares brasileiros.

Mesmo com menos de um ano de vida, a IFPI decidiu que o Brasil já tinha um mercado maduro o suficiente (15 lojas aonde, ABPD?) para arcar com 20 processos para downloaders. Te prepara, a coisa já começou.

Brasil-il-il, mas é bom que tanto a nova gigante de e-commerce se prepare melhor para suas responsabilidades como que todos os sites de e-música encarem o mercado brasileiro de frente – 2,49 reais por música com DRM, nem fudendo, diria a massa.

2006 também foi o ano da dança das cadeiras corporativas, por vontade própria ou na marra. Bill Gates anunciou seu desligamento da Microsoft para cuidar de sua organização filantrópica (início de uma nova era na gigante?).

O ano acabou com a suspeita de que o antagonista a Gates (não veja isto como preferência à Microsoft, por favor), o mítico Steve Jobs, sabia de escândalos financeiros envolvendo ações da Apple.

Na HP, foi Patrícia Dunn, presidente do conselho, que deu seu tchau. Motivo? Espionagem corporativa contra executivos e jornalistas, o que provocou também a queda de outros grandes nomes e deixou Mark Hurd em posição desconfortável.

Como o mercado exige resultados, foi só vir o anúncio de lucro de 325% da HP que Hurd virou santo pelas bandas de São Francisco.

Do que já sabemos, no ano que vem teremos Notebook para Todos (lá por junho, você comprará laptops com Linux por R$ 1,8 mil), notebooks educacionais, Windows Vista para usuários finais, operadoras e redes de TV chiando com os (prováveis) investimentos em WiMax e TV Digital no Brasil e a Web 2.0 provando (ou não) que tem viabilidade comercial em médio prazo.

Para 2007, espere mais do mesmo. Manter o mesmo andor não é sinal de estagnação? Não, senhor.

Principalmente quando o mesmo envolve inclusão digital e popularização de tecnologia (ainda que beeem longe daquela maneira burocrática que as utopias juvenis propõe) para as massas.

Feliz 2007.

frase_folha

A frase acima, publicada primeiramente no Chá Quente em 21 de outubro e veiculada entre  as “10 melhores frases do ano de TI” pelo Now!, consta no caderno desta quarta (27/12) do Folha Informática.

Apenas de vista (sem piadas com o Windows, por favor), conheço dois jornalistas da Folha, de saber indicar na multidão. Tenho plena certeza de quem nenhum deles estava no encontro com Bob Pisano, no Hotel Transcontinental em São Paulo.

A entrevista coletiva, vale frisar, foi feita totalmente em inglês – a livre tradução para o português usada pelo jornal é a mesma do Chá e, conseqüentemente, do Now!.

Na mesma lista de frases da Folha(precisa de senha), consta também uma de Richard Stallman, falada aos quatro ventos para quem quisesse escutar  – mas também presente na relação do Now!.

Coincidências podem ocorrer – o destino tem destes caprichos. Mas, sem falso moralismo, me surpreende saber até onde o Chá Quente chega.

“Estou pensando em comprar uma Britânnica de papel para a minha filha. Ela está em idade escolar, sabe?” Jimmy Wales, pai também da Wikipedia, a maior enciclopédia colaborativa da internet, mostrando não ver rivalidade nenhuma com a vovó do setor.

“Depois que comprei alguns iPods, sentei para conversar com eles para que não me dessem nenhum problema” John Kennedy, presidente da IFPI, mostrando aos filhos pré-adolescentes um novo preceito da pedagogia infantil instaurado por executivos da indústria de cultura digital: nada de músicas ilegais, ok?

“Que direito os espectadores têm de assistir a um programa sem comerciais?” Bob Pisano, presidente da Motion Picture Association of America, em visita ao Brasil, demonstrando por que associações de direitos autorais em filmes e músicas estão sendo arrastados pelo compartilhamento online multimídia.

frases – Tony Chor

2 outubro 2006

“Este ciclo de atualizações não foi o melhor exemplo do nosso trabalho” Tony Chor, diretor do grupo de segurança do Internet Explorer, numa rara mea-culpa que obrigou a Microsoft a corrigir a correção de segurança que introduzia uma falha de segurança pior ainda no navegador.

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